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Alcool

ÁLCOOL

Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois atua no sistema nervoso central, provocando mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. O uso do álcool tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade e esse é um dos motivos pelos quais ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, frequência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Dessa forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para a sociedade e envolvendo questões médicas, psicológicas, profissionais e familiares.

Efeitos agudos:

A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora. Sendo que o álcool ingerido vai diretamente para o estômago, onde uma pequena porção é absorvida, após vai para o intestino delgado onde também é absorvido. Em ambos os casos o álcool atravessa as paredes e alcança, rapidamente, a corrente sanguínea. Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes, como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Isso ocorre devido o aumento temporário normativo cardíaco e vasodilatação – rubor facial. O consumo de doses elevadas provocam o aumento do fluxo sanguíneo, menor resistência cerebrovascular e uma captação de oxigênio reduzida, com isso começam a surgir os efeitos depressores, como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.

Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, "indivíduos não tolerantes com a concentração alcoólica de 300 a 500mg% estarão gravemente intoxicados (intoxicação alcoólica aguda), podendo seguir-se de:

  • Estupor,
  • Hipotermia,
  • Hipoglicemia,
  • Convulsões,
  • Depressão dos reflexos,
  • Depressão respiratória,
  • Hipotensão,
  • Coma e
  • Morte.
Os usuários regulares tornam-se tolerantes aos efeitos do álcool sobre o SNC e podem apresentar altos níveis de concentração alcoólica de 500mg% sem sinais óbvios de intoxicação" (FIGLIE, 2004, p. 34).

Álcool e Trânsito:

A ingestão de álcool, mesmo em pequenas quantidades, diminui a coordenação motora e os reflexos, comprometendo a capacidade de dirigir veículos ou operar outras máquinas. Pesquisas revelam que grande parte dos acidentes é provocada por motoristas que haviam bebido antes de dirigir. Nesse sentido, segundo a Legislação Brasileira (Código Nacional de Trânsito, que passou a vigorar em janeiro de 1998), deverá ser penalizado todo motorista que apresentar mais de 0,6g de álcool por litro de sangue. A quantidade de álcool necessária para atingir essa concentração no sangue é equivalente a beber cerca de 600ml de cerveja (duas latas de cerveja ou três copos de chope), 200ml de vinho (duas taças) ou 80ml de destilados (duas doses).

ALCOOL

ALCOOL


Alcoolismo

Como já citado neste texto, a pessoa que consome bebidas alcoólicas de forma excessiva, ao longo do tempo, pode desenvolver dependência, condição conhecida como alcoolismo. Os fatores que podem levar ao alcoolismo são variados, envolvendo aspectos de origem biológica, psicológica e sociocultural. A dependência do álcool é condição frequente, atingindo cerca de 10% da população adulta brasileira.

A transição do beber moderado ao beber problemático ocorre de forma lenta, tendo uma interface que, em geral, leva vários anos. Alguns sinais da dependência do álcool são: desenvolvimento da tolerância, ou seja, a necessidade de beber maiores quantidades de álcool para obter os mesmos efeitos; aumento da importância do álcool na vida da pessoa; percepção do “grande desejo” de beber e da falta de controle em relação a quando parar; síndrome de abstinência (aparecimento de sintomas desagradáveis após ter ficado algumas horas sem beber) e aumento da ingestão de álcool para aliviar essa síndrome.

A síndrome de abstinência do álcool é um quadro que aparece pela redução ou parada brusca da ingestão de bebidas alcoólicas, após um período de consumo crônico. A síndrome tem início 6 a 8 horas após a parada da ingestão de álcool, sendo caracterizada por tremor das mãos, acompanhado de distúrbios gastrintestinais, distúrbios do sono e estado de inquietação geral (abstinência leve). Cerca de 5% dos que entram em abstinência leve evoluem para a síndrome de abstinência grave ou Delirium tremens que, além da acentuação dos sinais e sintomas anteriormente referidos, se caracteriza por tremores generalizados, agitação intensa e desorientação no tempo e no espaço, em outras palavras, complicações físicas, complicações psiquiátricas e complicações sociais.

Efeitos sobre outras partes do corpo:

Os indivíduos dependentes do álcool podem desenvolver várias doenças, as mais frequentes são as relacionadas ao fígado (esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose). Também são frequentes problemas do aparelho digestório (gastrite, síndrome de má absorção e pancreatite) e do sistema cardiovascular (hipertensão e problemas cardíacos). Há, ainda, casos de polineurite alcoólica, caracterizada por dor, formigamento e cãibras nos membros inferiores.

Durante a Gravidez:

O consumo de bebidas alcoólicas durante a gestação pode trazer consequências para o recém-nascido, e quanto maior o consumo, maior o risco de prejudicar o feto. Dessa forma, é recomendável que toda gestante evite o consumo de bebidas alcoólicas, não só ao longo da gestação, como também durante todo o período de amamentação, pois o álcool pode passar para o bebê através do leite materno.

Cerca de um terço dos bebês de mães dependentes do álcool, que fizeram uso excessivo dessa droga durante a gravidez, é afetado pela Síndrome Fetal Alcoólica. Os recém-nascidos apresentam sinais de irritação, mamam e dormem pouco, anormalidades morfológicas no rosto e cabeça, além de apresentarem tremores (sintomas que lembram a síndrome de abstinência). As crianças gravemente afetadas, e que conseguem sobreviver aos primeiros momentos de vida, podem apresentar problemas físicos e mentais que variam de intensidade de acordo com a gravidade do caso.

Complicações clínicas do Alcoolismo:

Em geral, o usuário de álcool procura ajuda médica devido a problemas secundários ao consumo crônico desta substância, cabendo ao clínico geral o primeiro contato com este paciente. As manifestações clínicas estão relacionadas às ações farmacológicas do álcool. Outros fatores de riscos associados: idade, sexo, raça, predisposição genética, estado nutricional, características imunológicas, condição clínica prévia. Efeitos agudos (imediatos à exposição ao álcool); crônicos (relacionados ao consumo repetitivo e prolongado da droga).

Complicações físicas do Alcoolismo:

Transtornos gastrointestinais; transtorno musculoesqueléticos; transtorno endócrino; câncer; doenças cardiovasculares; doenças respiratórias; transtorno metabólicos; transtornos hematológicos; transtorno no sistema nervoso central e periférico; síndrome fetal Alcoólica; doenças de pele; supressão do sistema imunológico; e alteração do funcionamento sexual.
Complicações psiquiátricas do Alcoolismo:

Experiência alucinatória temporária; Delirum tremens; convulsões; alucinose alcoólica; transtorno psicótico induzido pelo álcool; intoxicação patológica; blackouts alcoólicos; depressão; suicídio; hipomania; ansiedade; danos no tecido cerebral; ciúmes patológico.

São várias as complicações clínicas, físicas e psiquiátricas associadas ao consumo agudo ou crônico de bebidas alcoólicas. Apesar dos inúmeros riscos advindos da ingestão destas substâncias, é alarmante a frequência e a intensidade do consumo das mesmas por todos os povos em todo o mundo, muitas vezes com propósitos sociais, religiosos, culturais e até mesmo medicinais.

Referências

Centro Antitóxicos de Prevenção e Educação/Divisão Estadual de Narcóticos. Cartilha de prevenção ao uso de drogas para pais. Curitiba: CAPE/DENARC, 2009.

Centro Antitóxicos de Prevenção e Educação/Divisão Estadual de Narcóticos. Cartilha de prevenção ao uso de drogas para professores. Curitiba: CAPE/DENARC, 2009.

FIGLIE, Neliana Buzi. Aconselhamento em Dependência Química. São Paulo: Roca, 2004.
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