PROCURADOS

  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • twitter
  • rss
Previsão do Tempo
www.simepar.br

DEPENDÊNCIA QUÍMICA

Visão da Dependência Química como doença 

Na atual convenção médica, a dependência química é definida como uma doença paralela a outras doenças físicas. Têm base biológica, sinais e sintomas característicos, um curso e resultados previsíveis e está isenta de causação "internacional" (Lewis, 1991). A ampla variedade de definições e concepções existentes de tratamento das dependências químicas revela que não há uma caracterização única capaz de capturar ou explicar a dependência química. Ela pode ser conceituada ainda como uma doença progressiva, incurável e potencialmente fatal, como sendo uma doença multifacetada, atingindo o ser humano em todas as suas áreas: física, psíquica e social.


É uma doença crônica que leva a pessoa a uma progressiva mudança de comportamento, gerando uma adaptação a doença, a fim de proteger o consumo da droga. 


Ainda na concepção da dependência química como doença, caracterizada como sendo crônica, progressiva, incurável, mas tratável, apesar de problemas significativos para o dependente. É uma doença de evolução própria, que pode levar à insanidade, prisão, morte ou ao tratamento.


Progressiva: enquanto houver uso.


Multifacetada: atinge o indivíduo em corpo, mente e espírito.


Doença Primária: é um sintoma e não uma conseqüência de problemas emocionais anteriores.


Na relação de dependência, de um modo geral, pesam as carências individuais. Segundo Ricardo Esch o dependente químico apresenta um estado de desconforto psíquico interno, endógeno definido como dificuldade adaptativa ou inadequação. O alívio para este estado é encontrado em "incentivos exógenos" fora do indivíduo, geradores de prazer, ao qual cada pessoa reagirá de modo diferente.


"Antes de descobrir nas drogas a fonte ideal de alívio necessário à sensação de desconforto que o perseguia, o dependente químico pode ter experimentado e frequentemente abusado de comida, televisão, sexo, trabalho, perigo, jogo, esportes, religião, meditação, etc. No caso dos dependentes químicos, essas dependências foram insuficientes para manter sua necessidade de alívio". 


Concepção da Recuperação

Os termos "habilitação" e "reabilitação" distinguem respectivamente as tarefas de construção e de reconstrução de estilos de vida. Os dois termos capturam as metas de recuperação da comunidade terapêutica e a sua orientação para a mudança da pessoa inteira. A mudança multidimensional se desenrola como um processo evolutivo de aprendizagem social que ocorre por meio da auto-ajuda mútua num contexto social. 


Metas da recuperação 

Os dependentes que tem dado histórico de ação social, de capacidades educacionais e vocacionais e vínculos familiares e comunitários positivos, mas que seu abuso de substâncias erodiu esse estilo de vida pró-social: para eles, a recuperação envolve reabilitação, reaprendizagem ou restabelecimento da capacidade de manter um estilo de vida positivo.


Os dependentes que nunca chegaram a adquirir estilos de vida funcionais, aonde o consumo se acha inserido num quadro amplo de disfunções psicológicas e de déficits sociais em educação, emprego e capacidades sociais, ou seja, o tratamento parece ser sua primeira exposição a uma vida organizada: para eles, a recuperação envolve a habilitação, ou a aprendizagem, pela primeira vez, de capacidades, atitudes e valores comportamentais associados à vida socializada.


Seja qual for à origem, as metas de recuperação prevalecem às mesmas para todos: Aprender ou reaprender a ter estilos de vida positivos em que as drogas não se façam presentes. A recuperação envolve ainda a mudança do modo como os indivíduos percebem a si mesmo no mundo, ou seja, sua identidade. 
Recomendar esta página via e-mail: