PROCURADOS

  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • Procurado
  • twitter
  • Facebook
  • rss
Previsão do Tempo
www.simepar.br

Cocaína

COCAÍNA

COCAINA

A cocaína é um alcaloide extraído das folhas da Erytroxylom coca, ou por síntese da ecgonina ou seus derivados, é também conhecida como coca ou epadu, este último nome foi dado por índios brasileiros.

Das primeiras fases da extração de cocaína é obtida a pasta de coca que é um produto grosseiro, obtido das primeiras fases de extração de cocaína das folhas da planta quando estas são tratadas com álcali, solvente orgânico como querosene ou gasolina e ácido sulfúrico, etc. Essa pasta contém muitas impurezas tóxicas e é fumada em cigarros chamados “basukos”.

Também sob a forma base, a merla (mela, mel ou melado), um produto ainda sem refino e muito contaminado com as substâncias utilizadas na extração, é preparada de forma diferente do crack, mas também é fumada.

A cocaína é vendida na forma de um pó branco e muito fino, solúvel em água, cuja pureza varia de 5 a 50%, podem ser misturadas substâncias com talco, amido de milho, açúcar, etc.

A cocaína é considerada uma droga de alto custo, pode ser usada de diferentes formas: ingerida, ser aspirada (“cafungada”) ou dissolvido em água para uso intravenoso (“pelos canos”, “baque”).

Algumas complicações de saúde estão comumente associados à cocaína:

Pelo uso inalado podem ocorrer:
  • Perda da sensibilidade olfativa,
  • Atrofia da mucosa,
  • Rinite crônica e
  • Perfuração do septo nasal,
  • Possibilidade de lesão pulmonar com diminuição da capacidade de oxigenação no sangue, por fibrose intersticial.
Pelo uso endovenoso podem conter substâncias adicionais (impurezas), que durante a injeção podem causar:
  • Reações alérgicas, de gravidade variável, indo deste um simples “rash cutâneo” (pele avermelhada e irritada) até a morte,
  • Podem também ocorrer fibrose pulmonar,
  • Embolia e
  • Reações de irritação local.
Também doenças infecciosas causadas por contaminação durante a aplicação da injeção:
  • Abscessos de pele e músculos,
  • Endocardites bacterianas,
  • Infecções pulmonares,
  • Hepatites virais,
  • Doença de Chagas,
  • Sífilis,
  • Septicemias e
  • Vírus HIV.

Principais efeitos:
  • Sensação de euforia
  • Ideias de grandiosidade
  • Paranoia
  • Aumento da atenção para estímulos externos
  • Prejuízo na capacidade de avaliação e julgamento da realidade
  • Hiperatividade
  • Insônia
  • Falta de apetite
  • Perda da sensação de cansaço
  • Pupilas dilatadas
  • Taquicardia, boca seca
  • Reflexos aumentados
  • Temperatura elevada e sudorese
Alguns usuários de cocaína relatam a necessidade de aumentar a dose para sentir os mesmos efeitos iniciais de euforia, ou seja, a cocaína induz a tolerância. É como se o cérebro se “acomodasse” àquela quantidade de droga, necessitando de uma dose maior para produzir os mesmos efeitos iniciais. Porém, paralelamente a esse fenômeno, os usuários de cocaína também desenvolvem sensibilização, ou seja, seu cérebro está sensibilizado para os efeitos desagradáveis, ocorrendo como consequência do aumento da dose, uma intensificação de efeitos indesejáveis, como paranoia, agressividade, desconfiança, etc. Pode ocorrer grande “fissura”, forte desejo de usar novamente a droga para sentir seus efeitos.

A tendência do usuário é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir efeitos mais intensos. Porém, essas quantidades maiores acabam por levar o usuário a comportamento violento, irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido ao aparecimento de paranoia (chamada entre eles de “nóia”). Esse efeito provoca um grande medo nos usuários de cocaína e crack, que passam a vigiar o local onde usam a droga e a ter uma grande desconfiança uns dos outros, o que acaba levando-os a situações extremas de agressividade.

Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica”. Além dos sintomas descritos, o usuário de crack ou merla perde de forma muito marcante o interesse sexual.

Mas para a angústia do usuário os efeitos produzidos com pouca quantidade de droga são exatamente aqueles considerados desagradáveis, como, por exemplo, a paranoia. Não há descrição convincente de uma síndrome de abstinência quando a pessoa para de usar cocaína abruptamente: não sente dores pelo corpo, cólicas, náuseas etc.

Referências

BRASIL – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas. Livreto Informativo Sobre Drogas Psicotrópicas. São Paulo CEBRID, 2007

DE PAULA, Kramer. Wilson. Drogas e Dependência Química Noções Elementares. Florianópolis 2001.
Recomendar esta página via e-mail: