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LSD

LSD - Definição e Generalidades

O LSD ou LSD-25 (dietilamida do ácido lisérgico) é um perturbador sintético, são substâncias fabricadas em laboratório e seus efeitos são capazes de provocar alucinação e delírio,  variando de acordo com o organismo do usuário e o ambiente que está inserido, podendo ocorrer “viagens' horripilantes”. Segundo Dalgalarrondo (2000), 'o delírio se caracteriza pela fantasia do objeto real, enquanto na alucinação o sujeito fantasia algo que não existe', ou seja, o delírio é uma distorção da realidade e a alucinação é fruto da imaginação.

Sendo que, os delírios causados pelo LSD geralmente são de natureza persecutória ou de grandiosidade.

O LSD-25 é uma das mais potentes drogas alucinógenas existentes, utilizado habitualmente por via oral, embora possa ser misturado ocasionalmente com tabaco e fumado.

O efeito alucinógeno do LSD-25 foi descoberto em 1943 pelo cientista suíço Albert Hoffman, por acaso, ao aspirar uma pequena quantidade de pó, por descuido, em seu laboratório.

Posteriormente, Hoffman descreveu: “os objetos e o aspecto dos meus colegas de laboratório pareciam sofrer mudanças ópticas. Não conseguindo me concentrar em meu trabalho, num estado de sonambolismo, fui para casa, onde uma vontade irresistível de me deitar apoderou-se de mim. Fechei as cortinas do quarto e imediatamente caí em um estado mental peculiar, semelhante à embriaguez, mas caracterizado por imaginação exagerada. Com os olhos fechados, figuras fantásticas de extraordinária plasticidade e coloração surgiram diante de meus olhos”. Seu relato detalhado das experiências alucinatórias levou cientistas a desenvolverem pesquisas extensas sobre essa classe de substâncias, culminando, nas décadas de 1950 e 1960, com seu uso psiquiátrico, embora com resultados pouco satisfatórios.

Frequentemente se tem notícias acerca do consumo de LSD no Brasil, droga comumente utilizada por jovens de todas as classes sociais. Portanto, frequentemente a polícia apreende drogas trazidas do Exterior ou dos países da América Latina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) não reconhece nenhum uso do LSD-25 (e de outros alucinógenos) e proíbe totalmente sua produção, comércio e utilização em território nacional.

Seus efeitos ocorrem em três fases:
  • somática,
  • sensorial e
  • psíquica.
Ou seja, o LSD-25 atua produzindo uma série de perturbações e distorções no funcionamento do sistema nervoso central, trazendo como consequência uma variada gama de alterações psíquicas.

A experiência subjetiva com o LSD-25 e outros alucinógenos depende do aparato físico, orgânico e psicológico do usuário, de suas expectativas quanto ao uso da droga e do ambiente onde esta é ingerida. Alguns indivíduos experimentam um estado de excitação e euforia, mas com frequência podem envolver confusão mental, reações agudas de pânico ou estados psicóticos, episódios de depressão, alucinações e delírios assustadores, além de sinestesias, ou seja, sons são vistos e objetos são ouvidos.

Efeitos

Os efeitos começam entre 30 a 90 minutos após a ingestão e podem durar de 6 a 12 horas.
Os efeitos ocorrem da seguinte forma:
  • Aceleração do batimento cardíaco
  • Aumento da pulsação
  • Midríase (dilatação das pupilas)
  • Sudorese acentuada
  • Convulsão em alguns casos e um grau de excitação.
  • Perturbação Psíquica quando usado em doses muito altas
  • Há perda da habilidade de perceber e avaliar situações comuns de perigo. Isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa com delírio de grandiosidade se julga com capacidade ou força extraordinária, sendo capaz de, por exemplo, voar, atirando-se de janelas.

Em alguns casos, as pessoas sob efeito do LSD podem se tornar agressivas devido aos delírios persecutórios, e paranoia, sendo que em alguns casos são desencadeados transtornos psiquiátricos, como a esquizofrenia.
Ainda no campo dos efeitos tóxicos, há também descrições de pessoas que, após tomarem o LSD-25, passaram a apresentar por longos períodos de ansiedade generalizada, depressão ou mesmo acessos psicóticos. Outro possível problema é a ocorrência do efeito flashback, ou seja, semanas ou meses após o uso, o indivíduo volta a experimentar, repentinamente, todos os efeitos psíquicos da experiência anterior, sem que tenha tornado a utilizar a droga.

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Referências
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed Editora S.A., 2000. 272 p

FIGLIE, Neliana Buzi. Aconselhamento em Dependência Química. São Paulo: Roca, 2004.

LARANJEIRA, Ronaldo. Prefácio. PINSKY, Ilana; BESSA, Marco Antônio (Orgs). Adolescência e drogas. São Paulo: Contexto, 2004.

TIBA, Içami. Juventude & drogas: anjos caídos. São Paulo: Integrare Editora, 2007.
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